BALÕES PORTUGAL

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quinta-feira, 20 de junho de 2013


SÃO JOÃO DO PORTO/2013 ESTÁ PRONTO A CELEBRAR - CIDADE TEM PROGRAMA PREENCHIDO ATÉ FINAL DE JUNHO


A festa de São João, no Porto, já está pronta a começar, com fogueiras, balões, alhos-porros, manjericos e martelinhos. A festa, no entanto, vai manter-se no Porto durante todo o mês de Junho, com várias propostas de animação.

O Turismo do Porto preparou um programa para Junho com “mais de 200 propostas para viver, semana a semana, a experiência da Festa de São João”, e onde se promete “música, animação de rua, exposições, espetáculos, feiras e mercados, solidariedade, desporto e as mais variadas atividades, para todas as idades”. 

É já na noite de domingo para segunda-feira, ou de 23 para 24 de Junho, que o Porto vai assinalar “a noite mais alegre do ano”, o São João. Na Baixa vendem-se os manjericos, cravos, erva-cidreira, “alho-porro” e os martelinhos, são ateadas fogueiras na rua, e à meia-noite o fogo-de-artifício, ou fogo de S. João, é lançado a partir do rio. A multidão segue para a Ribeira, e para as duas margens do Douro para assistir ao espetáculo, e o céu é colorido pelos balões feio em papel e com diversas cores. 

O circuito da noite de São João inclui o Bonfim, a Ribeira, Baixa e Fontainhas, o Lordelo do Ouro e Miragaia e a Foz, e nas Fontainhas e nos Aliados vão ser realizados bailaricos. 
Nas ruas da cidade vêm-se as cascatas, que representam em miniatura lugares da cidade e costumes ancestrais, casas, caminhos, figuras de barro e animais e das quais a mais famosa é a das Fontainhas. 
No dia 24, o rio Douro é palco da XXX regata de barcos rabelos que parte da Foz do Douro até à Ponte Luís I e com o Arraial Minimal. 
O caldo verde com broa, carneiro, anho, sardinha assada, salada de pimentos, leite-creme e bolo de São João acompanhados pelo vinho do Porto são a ementa tradicional do dia de São João no Porto. 
Além da Noite de São João, a cidade mantém uma programação animada durante o mês, com mercados de rua, nos Clérigos, no Cais da Ribeira, ou na Praça Carlos Alberto, iniciativas desportivas, com “O Porto em Boa Forma”, com sessões de ginástica, cardiofitness, yoga, percursos a pé, corridas, aulas de Kuk Sool Won, torneios de futebol, exposições, ciclos de cinema, o circuito da Boavista – Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (28 a 30 de Junho), Festa da Caricatura do Porto Cartoon, Ranchos em Arruada (23 de Junho), concerto de São João pela Orquestra Sinfónica do Porto/Casa da Música, concertos Vodafone, o circuito gastronómico do cabrito de São João, oficinas para crianças construírem balões, entre outros. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013


S. JOÃO DO PORTO/2013
A NOITE DE TODAS AS EMOÇÕES E… RECORDAÇÕES!



Agora, vamos recuar uns anitos e, assim, recordar outras Festas de S. João do Porto. Falamos com gente que viveu e vive intensamente os festejos, deixando-nos, de seguida, os seus testemunhos. Há, realmente, coisas verdadeiramente interessantes relatadas porAntónio Fernandes, responsável pelo Rancho Folclórico do Porto, Júlio Couto, historiador, e Maria de Lourdes dos Anjos, nossa colaboradora, mas, neste caso, na qualidade de escritora e que através das suas obras tem enfatizado o “nosso” santo rapioqueiro.

ANTÓNIO FERNANDES
(Rancho Folclórico do Porto)


 “O S. João do Porto representa, acima de tudo, uma manifestação de alegria tripeira; o libertar de tensões; um convívio universal, e uma demonstração que o povo é pacífico, porque o público junta-se nas ruas e não é precisa polícia para manter a ordem. Nesse dia (24jun) o Rancho Folclórico do Porto comemora o seu aniversário, o que fazemos sempre no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim, e também espetáculos em diversos pontos da cidade”.

S.JOÃO/INSTITUIÇÃO  “O S. João do Porto está, praticamente, institucionalizado, porque ele é conhecido em muitas partes do mundo. Agora, deve, efetivamente, haver uma maior internacionalização da Festa através dos serviços camarários, porque a nível nacional… nem pensar nisso! Os senhores do poder só pensam em Lisboa e o resto é paisagem. A nível do Porto devia fazer-se uma maior divulgação do evento.”
S. JOAO/ ATUAL “O S. João do Porto é isto! É o povo ir para a rua a dar largas à sua alegria, a extravasar frustrações… é aquilo que há de mais típico e de mais popular da alma do povo. Esta é a festa mais importante do País! O S. João não é só festejado no Porto, mas o da nossa cidade é o que atrai mais gente e mais manifesta a alegria.”
S.JOÃO/RECORDAÇÃO  “A recordação mais engraçada que tenho do S. João do Porto foi a primeira vez que perdi uma noite fora de casa. Eram já quatro da manhã e, com os meus amigos, esperei pelo nascer do dia. E, depois, aquele contentamento de andarmos na rua, de darmos com o alho-porro! Infelizmente, os malditos “martelinhos” substituíram o alho-porro. As tradições são isso mesmo, mas perde-se ou vai perdendo-se a origem do seu nascimento. Isso dos “martelinhos” surgiu numa Queima das Fitas, aqui no Porto, durante a qual um senhor lembrou-se levar para o Cortejo os tais martelos e aquilo ficou até aos nossos dias”.
S. JOÃO/ITINERÁRIO DA NOITE – “É ir às Fontainhas e à Ribeira, ainda que, agora, a festa esteja espalhada por muitos locais da cidade. Na freguesia do Bonfim, por exemplo, há comunidades que fazem o seu próprio S. João. Enchem os seus balõezinhos, fazem os seus enfeites, põe música gravada e organizam assim os seus bailaricos. O típico é o S. João das Fontainhas… o S. João do Bonfim. Mas não foi sempre aí, porque o S. João: antigamente, festejava-se no Bonfim, na Lapa e em Cedofeita. Esta é uma festa que ninguém sabe quando começou, mas a primeira referência que há ao S. João do Porto é feita pelo cronista de D. João I, Fernão Lopes. O rei veio cá ao Porto, e o cronista escreveu que foi numa altura em que se fazia uma grande Festa na cidade. Até nem se sabe porque se começou a utilizar o alho-porro, há muitas histórias sobre isso! Há quem diga que é um símbolo fálico, devido às festas de Dionísio. Há uma outra: no Porto houve um santo chamado João, isto no século IX, e esse Santo morreu em Tuy e ele era protetor das doenças de garganta, e como isso se curava com alhos e com cebolas, se calhar, em homenagem a esse santo, passou-se por cá a usar o alho-porro”.
S. JOÃO/GASTRONOMIA “O prato típico do S. João é o anho! Agora, na noite, come-se muitas sardinhas e farturas. O anho come-se no dia, mas na noite, é o café com pãozinho quente a sair das padarias. O anho come-se no dia regado com um bom vinho, o tal que alegra o coração dos homens e das mulheres. E para ornamentar, temos sempre o manjerico, assim como a cidreira. Mas há um cheiro bem próprio do S. João: o das tílias. Das tílias que havia na Avenida Rodrigues de Freitas. Para mim é o cheiro que marca o S. João. E depois o alho-porro que tenho, de um ano para o outro atrás da porta, mas não por superstição, e também se usava os cravos e as plumas”.

JÚLIO COUTO
(Historiador)


 “O S. João do Porto está ligado à minha ideia de Liberdade, ou seja, a primeira vez que tive autorização para chegar tarde a casa foi, precisamente, no S. João, tinha eu os meus quinze anos. Como residia, onde nasci, em Miguel Bombarda, a coisa era fácil, porque o S. João começava ali pelos “Leões”. Num grupo de amigos, levamos o alho-porro e lá íamos por aí abaixo. Saltávamos as fogueiras na Praça à beira do “Cavalo”, subíamos a rua de Santo António, atual 31 de Janeiro, íamos ao Bolhão buscar erva-cidreira. Voltávamos à Praça da Batalha e depois rumávamos às Fontainhas. Era lá que estava o S. João. A gente fala muito do S. João do Porto, e eu desafio a encontrarem uma imagem ancestral do S. João, como acontece com a do Santo António, nos sítios públicos! O S. João foi aquela coisa postiça que nos arranjaram, que é na Igreja para tapar o solstício de verão e para, depois, os Almadas passarem o lustro no filho do rei. Então, a única imagem de S. João a batizar Cristo estava nas Fontainhas, e nós tínhamos que ir às Fontainhas. Além do mais, era do outro lado das Fontainhas, da encosta de Gaia, que se lançava o fogo. E depois havia a cachoeira de fogo a cair da ponte D. Luiz para o rio.”

S. JOÃO/RECORDAÇÃO - “O facto de constatar a liberdade que nós dávamos a toda a gente, porque o S. João não tinha polícia na rua, e nem era preciso! Por duas vezes recebi, no Porto, e, precisamente numa noite de S. João, os “tops” da NATO. Andei com eles e respetivas mulheres, e enfiei-os na Ribeira, para o “Fogo”, Eles começaram a olhar para aquilo, e diz-me um deles, que, por acaso, era um almirante americano: “vocês têm isto muito bem enquadrado!” Você vê aquele barquilho que está ali no rio? Pois, disse-lhes eu. Está lá o primeiro-ministro, o presidente da Câmara do Porto e quando de lá saírem vão levar porrada de criar bicho. Isto não é bater… é saudar as pessoas!”Isto foi há dez, onze anos! O S. João era a liberdade de aproximação de rapazes e raparigas…”
S. JOÃO/ITINERÁRIO DA NOITE  “O S. João sofre de uma terrível doença que foi a expulsão das gentes do centro da cidade para os bairros periféricos. Bem! Recordo-me de ir dar uma aula, aqui a um colégio, e ter de ler um documento, assinado por um responsável da Câmara, que referenciava o S. João como padroeiro da cidade do Porto. Ora, o S. João nunca foi o padroeiro da cidade do Porto… a Vandoma é agora, o primeiro foi o S. Vicente!
Quanto ao itinerário… ao roteiro, aconselho o amigo, amiga, leitor(a), que venha aqui à minha beira, aqui à Fontinha, à Fundação do Zé Rodrigues para ver uma cascata extraordinária. Como sabe, durante muitos anos, fiz parte do júri do Concurso de Cascatas do Porto, e este homem recebeu já um prémio e continua a fazer cascatas todos os anos. É uma lindíssima cascata! Agora, há muitas cascatas na cidade, mas esta é a primeira a ver. Depois… é ir por aí até aos “Leões” passando pela Rua dos Homens Casados. Versão oficial: Mártires da Liberdade. Pegar no alho-porro – por amor de Deus não me venham lá com martelinhos! O alho-porro é para desejar a toda a gente felicidade. Agora, com os martelinhos dá-se marteladas em qualquer lado! Pronto. Já estamos nos “Leões”. Agora temos dois caminhos. Um, é ir até às Fontainhas. Já agora, recordo-me que o dr Oliveira Salazar zangou-se connosco porque dizíamos muitas maldades, sendo assim, proibiu o feriado sanjoanino como também as iluminações públicas. Só que o Salazar não nos conhecia. Decretou, mas lixou-se, porque os comerciantes abriram as luzes das montras e nós andávamos com isqueiros toda a noite, mas debaixo de telha, porque eles eram proibidos, mas sem problemas se fossem usados em casa (debaixo de telha) e assim andávamos com um bocado de telha no bolso e com os respetivos isqueiros. Depois das Fontainhas – e ainda relativamente ao itinerário da noite – descer a calçada da Corticeira (quando eramos novos demorávamos mais tempo a descer a rampa, porque havia lá ruínas de uma fábrica, que davam muito jeito para por lá se descansar com umas pequenas) até à Ribeira. Aí, ver o Fogo e depois ter uma noção do que é o movimento do Porto no dia da nossa democratização.”
S. JOÃO/GASTRONOMIA – “O nosso prato era e é o anho, que se comia e come na noite de S. João, de tal maneira que as camionetas vinham vender os animais para junto da ponte de D. Luiz. Apareciam carregadas de anhos vivos. Escolhíamos um ou dois, eles matavam-nos, estripavam-nos e esfolavam-nos, deitando as “sobras” ao rio. Depois, levávamos o anho para assar. Havia também as sardinhas que são uma maravilha assadas no forno. Quanto às sardinhas assadas na brasa, elas só foram introduzidas no Porto por uma imitação do Sto. António de Lisboa, numa altura em que não havia dinheiro para comprar anho. Começamos, então, a comer a nossa sardinha de Matosinhos, isto tudo sempre bem “regado”! Alguém come anho ou sardinhas bebendo água?! Não! E havia outra coisa que era imprescindível: à meia-noite, o cafezinho com pão barrado de manteiga. Na casa de um tio meu, que morava numa “ilha”, ali na Praça da Alegria, ia sempre tomar o cafezinho, comer o pão com manteiga, e levar duas “coroas” para ver a Cascata em Movimento nas Fontainhas, isto antes de começar o Fogo, porque depois dele começar… não havia conversa!”
S. JOÃO/INSTITUIÇÃO – “A coisa mais estúpida que não se fez, ao longo destes últimos anos, foi valorizar o S. João como festa autêntica da cidade. As “farras” em Valencia (Espanha) comparadas com o nosso S. João são uma brincadeirinha, no entanto, têm lá um milhão de pessoas, e nós, por cá, continuamos a não saber propagandear o nosso S. João. E, hoje, isso era preciso mais do que nunca. Se, neste momento, estamos com a corda no pescoço, a precisar de dinheiro, a precisar de turistas e a precisar de movimento, não se divulga a Festa porquê? O presidente da Câmara devia arranjar um vereador só para o S. João. Só não defende isto quem não for do Porto! Este S. João tem de ser, uma vez mais, rapioqueiro, ainda que tenha desaparecido, de certa forma, a base da nossa rapioca, que eram os bailes nos bairros e desses bailaricos partiam as rusgas. Recordo-me que pagávamos dez tostões para dedicar um disco. Havia o gira-discos, e eles antes de passar a música pelo altifalante, anunciavam a dedicatória, tipo “O senhor fulano de tal dedica este disco à menina fulana de tal!”. Dançava-se ao meio, para depois se tirar duas. Quando chegávamos, lá para a uma hora, alguém dizia: “Vamos todos para as Fontainhas!”, e toda a gente pegava, então, no que tinha à mão – testos, tachos, panelas, às vezes aparecia uma viola ou um cavaquinho – e ia tudo em rusga cantando e brincando.”
  
MARIA DE LOURDES DOS ANJOS
(Escritora) 

 “O S. João do Porto, antigamente, tinha um outro sentido, era uma noite de liberdade e sem exageros. A uma menina tudo parecia mal. Mas era, realmente, e apesar de tudo, uma noite de liberdade, Toda a cidade tinha um cheiro especial. O povo era povo sem títulos ou brasões. O alho-porro batia da mesma forma na cabeça do doutor, como na do operário. Era uma noite diferente; uma noite de liberdade sem libertinagem! Havia polícia? Havia! Os piores deles eram os sem-farda, e que faziam uma ronda muda… nunca cega! Pelo contrário: com os olhos muito mais abertos, porque eles sentiam que o povo era “perigoso”. Eles sentiam que, naquela noite, não éramos um rebanho com medo do cajado do pastor e, muito menos, com um cão atrás de nós a não deixar-nos virar para a esquerda ou para a direita.”

S. JOÃO/RECORDAÇÕES “Recordo-me com saudade, do cheiro a pão quente à meia noite e ao café que a minha mãe fazia na… cafeteira. Era uma mistura de café e cevada que se fazia, pelo menos em casa dos meus pais, e depois, como tinha na minha rua (Bonfim) duas grandes padarias – uma a da “Sta. Clara” e a outra a “Padaria Industrial” onde hoje é a “Vidraria Carvalho” – aí havia uma paragem do elétrico, onde se “despejava” toda a gente. Portanto, muitos daqueles que vinham pendurados – alguns dos quais sem pagar bilhete – aí saiam, com as padarias a, constantemente, fazer fornadas de moletes… de pão. Então, o povo vinha a comer o pão rua abaixo e, muitas vezes, sentavam-se pelo passeio fora – alguns deles traziam café. Outra das vezes, fazia-se uma coisa mais engraçada: como por ali havia bastantes “ilhas” (havia, como há, o Bairro Higiénico”, o da Miquinhas do Esgaziado” entre outras), então aquela gente punha-se cá fora a fazer café no fogareiro e todos tomavam-no, para depois rumarem às Fontainhas. Antes, porém, de lá chegarem, as pessoas iam para um bairro perto do Colégio dos Órfãos  – do Bloco – onde havia sempre um conjunto musical a tocar, onde se juntava montes de gente. Depois, na Praça da Alegria é que era a festa completa! Ah! No Bonfim ainda havia um sítio muito especial, que era as Eirinhas, por detrás da Igreja, assim como as ilhas que havia no Godim. Nesses sítios toda a gente festejava o S. João. E a malta ia por aí fora com testos, tachos, panelas e até vassouras com balões pendurados… toda a gente cantava e dançava. Para uma mulher, o S. João era complicado! Para o S. João, quando jovem, sempre fui com os meus pais, nunca fui sozinha. E mesmo poucos meses antes de me casar, não havia cá tretas! Conto-lhe uma coisa engraçada: dias antes do S. João tinha ido comprar umas louças de barro às Fontainhas. Vinha a subir o Bonfim, e o meu marido pôs-me a mão no ombro. O meu pai, que estava à porta à minha espera, perguntou-me de imediato: “O Carlos anda manco?”. Eu respondi: “Porquê”. E o meu pai: “Porque ele vinha a fazer de ti bengala!”. Está a ver?! Já para os rapazes o S. João era, na realidade, uma noite de liberdade, porque as mocinhas que estavam a servir no Porto, algumas delas muito bonitas, pediam às patroas para sair e depois… juntavam-se. E eles, como eram gajos finos, enfim! Há muita gente que nasceu nove meses depois do S.João!”

S. JOÃO /GASTRONOMIA “É o anho no dia de S. João, e, na véspera, as sardinhas assadas, com a broa quente e o caldo verde Também se fazia bastante o Cozido à Portuguesa, porque havia pessoas que não gostavam de anho. No meu tempo, havia uma coisa que detestava: onde é agora o bairro social de Fernão de Magalhães, muitos negociantes de gado, iam para lá vender o carneiro e lá o matavam. Lembro-me, perfeitamente, de os meus pais perguntarem-se quando aquilo seria proibido. Eles vinham com carros de bois carregados de carneiros pequeninos; soltavam ali os bichos; as pessoas iam e escolhiam o animal e eles matavam-nos à frente de toda a gente.”

S. JOÃO /ITINERÁRIO DA NOITE “Sair do Bonfim, ir ao Padrão, descer a Rua Formosa, passar pela Câmara do Porto – sempre fui avessa à Ribeira. A Ribeira só agora é que é moda, com um palco onde estão as meninas meias vestidas meias por vestir -, depois uma passagem pela Estação de S. Bento e desaguar perto das Fontainhas. Não íamos lá abaixo porque havia muita gente… muito aperto! Ainda íamos até S. Lázaro, onde uma banda tocava e gente dançava. Lembro-me de na esquina da rua das Fontainhas haver uma tasca cheia de gente, onde faziam os “batismos” e depois pela Avenida Rodrigues de Freitas até ao Largo Soares dos Reis, onde se formavam muitos grupos de rusgas. As rusgas eram uma coisa fantástica! Na altura não havia a dispersão da Boavista. Agora vai tudo para a Foz, para tudo ir dormir para a areia. Não havia disso! Era o bailarico das Fontainhas. Juntava-se tudo muito pelas ilhas. E depois, as cascatas … coisa lindíssima! As cascatas à porta das ilhas, com os miúdos a pedir pela rua “um tostãozinho para o S. João”. Uma delas era muito bonita e estava no quartel dos Bombeiros Voluntários Portuenses, na Rua de Fernandes Tomás. No dia de S. João é que íamos às Fontainhas comer farturas, andar nos carrocéis e comprar louça de barro. Na noite não, a confusão era muita e muitos eram também os carteiristas.”
S. JOÃO/ ATUAL  “Há algum tempo que o S. João não me diz muito… também já não tenho grande força nas “canetas”. Gosto de ir ver o S. João de longe, mas não acho graça nenhuma aos palcos da TV para as meninas dançarem e cantarem as coisas mais rafeiras que há. Acho que começa a faltar o espírito solidário das pessoas. Delas fazerem a sua festa para nós fazermos a nossa festa. Era a largada dos balões, e havia outra coisa: nós, no Bonfim – não tenho ideia de ver isso noutras ruas da cidade -, como sabíamos que aquela gente das “ilhas” era muito vaidosa, enfeitávamos as varandas com balões. Havia uns balões que levavam uma velinha dentro, e nós lá por casa, enfeitávamos a varanda com uns fios elétricos e umas lampadazinhas pequenas que se compravam num eletricista da rua. Esses balões, que pareciam umas harmónicas, eram colocados de casa para casa”.
Testemunhos na primeira pessoa do singular, com muitos a comprová-lo no plural Agora?! Agora, é só sair à rua e desfrutar de uma festa ímpar no mundo!

terça-feira, 18 de junho de 2013


S. JOÃO/2013 EM VILA NOVA DE GAIA
MARCHAS ANTECIPAM FESTEJOS POPULARES E DÃO VITÓRIA A SANTA MARINHA


O Município de Gaia cumpriu a tradição e convidou a população a assistir às Marchas de S. João. O desfile contou com a representação de sete freguesias, mas foi a de Santa Marinha que conquistou o 1º lugar, logo seguido de Crestuma, Vilar do Paraíso, Mafamude, Pedroso e Avintes.
“Gaia e o S. João” foi o tema glosado este ano pelas marchas participantes, quer no que respeita à letra e música, quer no que concerne aos arcos e balões e ao guarda-roupa.
A Grande Marcha – Gaia 2013 foi interpretada por Carla Maria e é de autoria do poeta e letrista Joyce Piedade, assim como o maestro e compositor Ramiro Lopes.
O desfile das Marchas de S. João percorreu o trajeto compreendido entre o tabuleiro inferior da ponte D. Luis I e o Largo de Aljubarrota, antecipando a alegria e a cor dos festejos em honra dos santos populares.



As Marchas de S. João de Gaia são um dos momentos altos das festividades que decorrem nesta quadra em todo o concelho. Relembrar e reviver são um dos objetivos desta iniciativa organizada pela Gaianima, que pretende proporcionar o reforço do sentido de comunidade, incentivando a participação coletiva através das suas coletividades.

O desfile foi apreciado e aplaudido por César Oliveira, Presidente da Assembleia Municipal de Gaia, Firmino Pereira, Vice-Presidente da Câmara, Amélia Traça, Veneranda Carneiro, Mário Dorminsky, Mário Fontemanha e Rui Cardoso, Vereadores, vários presidentes de Juntas de Freguesia, dirigentes do movimento associativo e milhares de populares que acompanharam o evento com entusiasmo.







domingo, 16 de junho de 2013


FESTAS DE S. JOÃO DO PORTO/2013
EXPOSIÇÃO “PNEUMÁTICA”
06 de Junho a 05 de Agosto | Porto


Esta iniciativa conta ainda com oficinas práticas e com o lançamento de balões que culminam nas festividades do São João do Porto.

PNEUMÁTICA é uma exposição de esculturas infláveis do artista brasileiro Paulo Paes, resultado de uma pesquisa sobre os balões de papel e seu universo lúdico-tecnológico, a partir  do contato com os mestres baloeiros e com todo o ritual em torno dessa prática nas Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro, Brasil. Através deste trabalho, o artista resgata e preserva fundamentos de uma tradição enraizada na memória coletiva de ambos os povos – português e brasileiro.
Ao se apropriar das bases técnicas da arte dos balões, Paulo Paes mergulha nas questões puramente espaciais e pictóricas envolvidas, criando objetos infláveis, de caráter efêmero, feitos em papel de seda, dissociados da função original de artefacto voador. São esculturas de escalas variadas, insufladas por ventoinhas, que ao se encherem de ar, ganham volume e ocupam um lugar no espaço, sempre em nome de uma potência estética que se dá nas relações e na vibração das cores.



Paulo Paes nasceu em e viveu em Belém do Pará até os 17 anos. Em 1978, migrou para o Rio de Janeiro, ingressando na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde permaneceu como aluno e posteriormente como professor até 1992. Participou de diversas exposições individuais e coletivas. Em 1992, concebeu e coordenou em parceria com Ricardo Basbaum e Ricardo Sepulveda a exposição coletiva “Eco-Sensorial”, no Rio de Janeiro. Em 1991, foi selecionado para expor na “21ª Bienal Internacional de São Paulo”, SP. Em 1984, expôs na coletiva “Como vai você geração 80?”, no Rio de Janeiro.


Das mãos de Ivo Patrocínio, alfaiate e baloeiro carioca, o artista recebeu os fundamentos da arte dos balões – como dobrar, cortar e colar o papel de seda; como calcular o molde.
O exercício e as experiências para transformar o papel em volume flutuante se desdobram em ideias e conceitos de linguagem pessoal ao recombinar forma e cor, opacidade e luminosidade e traz o objeto lúdico coletivo para o chão, impondo-lhe uma gravidade, sem deixar que perca sua grandeza, leveza e simbolismo. Esta liberdade, ao agregar outras formas e códigos de associação estética e criação não abandona, no entanto, o núcleo central, identificado por ele como uma “célula-tronco da cultura popular”, faz do artista uma espécie de extrativista urbano, artesão não especializado, onde as cores vibram e a liberdade poética torna-se produto de uma outra tradição experimental, própria da arte brasileira contemporânea.
Nesse sentido, cabe ressaltar, que a obra de Paulo Paes, em especial seus infláveis, não se limita ao universo da cultura popular. Há uma matriz popular e vetores poéticos fomentados por uma consciência histórica e crítica que não é popular. Na verdade, seus infláveis são o produto de uma tradição experimental da arte contemporânea brasileira que se alimenta de procedimentos, de materiais e, acima de tudo, de uma força poética que nasce do contato estreito com a artesanato popular.


De certo modo, essa confluência do popular, do lúdico e do experimental presente na poética deste artista tem ascendência fundamental e variada na arte do século XX. Está presente, por exemplo, na concepção do “Cabaret Voltaire” dos dadaístas, na obra de Paul Klee, de Kurt Schwiters, do próprio Duchamp e, entre nós, especialmente na obra de Hélio Oiticica.
Ao resgatar e preservar fundamentos tecnológicos e elementos visuais de uma tradição ameaçada de extinção em decorrência dos riscos que a atividade de soltar balões representa, a exposição Pneumática cria uma alternativa para a sobrevivência destas matrizes culturais coletivas, via produção autoral no campo das artes contemporâneas.
O texto crítico de Pneumática é assinado por Luiz Camillo Osorio – crítico de artes, professor de Estética do departamento de Filosofia da PUC-RJ e curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM – Rio).  Integram a equipa responsável pela mostra a produtora executiva Rosa Melo (PE), e os Designs Gráficos e de Sinalização Zoludesign/ Luciana Calheiros e Aurélio Velho. A concepção artística, criação e coordenação da exposição é do próprio Paulo Paes.


REALIZADORES
A exposição PNEUMÁTICA, é uma atividade produzida por ROSA MELO PRODUÇÕES LTDA em parceria com SACO AZUL e MAUS HÁBITOS integrada nas atividades do ESPAÇO DE INTERVENÇÃO CULTURAL MAUS HÁBITOS.
Uma iniciativa  cultural promovida no âmbito do ano do Brasil em Portugal, pela Fundação Nacional de Arte - FUNARTE, Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores do Governo Brasileiro.
Conta ainda, com o apoio do Governo de Portugal, Direção Geral das Artes - DGARTES, Embaixada do Brasil em Lisboa.

SÃO JOÃO BALOEIRO

6-24 jun I Vários Locais da cidade
Uma proposta de intercâmbio cultural internacional em torno de uma tradição que une Portugal e o Brasil, os Balões de São João, em que o artista Paulo Paes realizará a exposição PNEUMÁTICA e uma série de intervenções urbanas na cidade do Porto e arredores com lançamento de balões solares (sem fogo) em parceria com o baloeiro carioca Luciano Britto, artistas portuenses, bem como a população local, culminando com as festividades do dia de São João.

PROGRAMA: PNEUMÁTICA
6 jun – 5 ago | 2.ª a 4.ª 12:00-20:00 | 5.ª a sáb 12:00-24:00
OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE BALÕES
12-21 jun | 2ª a 6ª 17:00-21:00 | Av. dos Aliados (Edifício Montepio), 66/68

Oficina aberta a toda a população.
INTERVENÇÕES URBANAS
23 -24 jun | Vários locais da cidade

• Lançamento de 1 balão solar de 10/12 metros (no âmbito do circuito da Boavista, no dia 23, ou no dia 24 em local e horário a definir)
• Lançamento de 1 balão de 10 metros, com fogo (em local a definir, na noite de S. João)
• Lançamento de 100 balões de 1 metro, com fogo (em local a definir)

ENTIDADES ENVOLVIDAS
A exposição PNEUMÁTICA e todas as atividades paralelas, são produzidas por ROSA MELO PRODUÇÕES LTDA em parceria com SACO AZUL ASSOCIAÇÃO CULTURAL e MAUS HÁBITOS integrada na atividade do ESPAÇO DE INTERVENÇÃO CULTURAL MAUS HÁBITOS.

Uma iniciativa cultural coorganizada na cidade pela CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO, através da PORTOLAZER, SACO AZUL ASSOCIAÇÃO CULTURAL E MAUS HÁBITOS ESPAÇO DE INTERVENÇÃO CULTURAL, e promovida no âmbito do ano do Brasil em Portugal pela Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores do Governo Brasileiro.
Esta atividade conta também com o apoio do Governo de Portugal, Direção Geral das Artes – DGARTES, Embaixada do Brasil em Lisboa.

CONTACTOS
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES NA OFICINA

222 087 268 | 926316813 | producao@maushabitos.com
Contacto do artista Paulo Paes: paes21@gmail.com

S. JOÃO DOS PEQUENINOS – PORTO/2013

O Espaço Hard Club, no Mercado Ferreira Borges, no Porto, vai receber o 1.º São João dos Pequeninos, pois a criançada também tem direito a viver, em grande, as festas populares. 

Dia 22 de junho, a partir das 16h00, começa a festa com a música de "Pequeno David e os Sem Soninho", com muita magia, balões, face painting, contadores de histórias, vendas tradicionais e tanto, mas tanto mais que ninguém vai ter mesmo tempo para ter soninho... Agarre nos seus mais pequenos e viva um São João para gigantes pequeninos! Boas festas populares...

CONCURSO “MARTELINHOS DE S. JOÃO/2013” NO PORTO

PORTO – A 2ª edição do Concurso “Martelinhos de S. João” está nas ruas, uma iniciativa da Fundação da Juventude em parceria com a Câmara Municipal do Porto e com o apoio da Fundação Millennium bcp, promovendo a participação dos jovens na interpretação da festa S. Joanina do Porto, através da reinvenção do tradicional Martelo de S. João.
O concurso é dirigido a todos os portugueses e estrangeiros, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, residentes em Portugal e as propostas podem ser apresentadas de forma individual ou coletiva, sendo que o candidato pode apresentar até um total de três projetos.
O Concurso prevê uma reflexão sobre a tradição e os costumes, a gastronomia, os locais e as pessoas, bem como o potencial reconhecimento dos Martelos de São João do Porto como marca, divulgação e criação de uma linha de merchandising alusiva à Festa de S. João no Porto, da responsabilidade dos serviços do Departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto, sendo utilizados para o efeito os martelos vencedores do concurso.
Numa primeira etapa, o conjunto de jurados do concurso selecionará até 250 propostas de martelos, de onde irão sair as 3 propostas vencedoras às quais serão atribuídos prémios de € 2.500,00 ao 1º classificado e de € 1.500,00 e € 1.000,00, respetivamente aos 2º e 3º classificados.
Os cerca de 250 selecionados pelo Júri do Concurso farão parte da Exposição Final, que será inaugurada a 20 de Junho de 2013, às 16h30.


NUMA TRADIÇÃO DE 50 ANOS, OS MARTELOS DE S. JOÃO
DO PORTO REGRESSAM A SUA FORMA ORIGINAL EM 2013

A empresa familiar Estrela do Paraíso vai relançar o produto no seu formato original, numa parceria com a empresa municipal PortoLazer.


Azul e branco e pequenino. Assim era o martelinho de S. João, quando foi criado em 1963, por Manuel António Boaventura, industrial de plásticos do Porto. A par do balão e do alho-porro, o martelo tornou-se num emblema da festa popular joanina.
Para comemorar os 50 anos de existência, a empresa familiar Estrela do Paraíso vai relançar o produto no seu formato original, numa parceria com a empresa municipal PortoLazer. O neto do fundador e atual proprietário da empresa, Manuel Marinho, lançou o desafio e a Câmara do Porto aceitou.


O número de réplicas de martelos a produzir ainda não foi revelado, mas será uma edição limitada, cujo objectivo principal é a promoção turística do evento e da cidade. Os martelinhos originais vão custar 2 euros e poderão ser comprados nos postos de Turismo do Porto, a partir de Junho.
A inspiração para o martelinho original surgiu de um saleiro-pimenteiro que Manuel António Boaventura vira num restaurante no estrangeiro. Contudo, nos primeiros tempos, o martelo não teve grande sucesso, e poucos eram vendidos.


Os estudantes deram um empurrão na promoção do brinquedo, depois de o terem levado para a rua numa noite de S. João. Um mês antes tinham-no utilizado no cortejo e na Queima das Fitas, por causa do barulho característico que o objecto permitia fazer. Ao longo dos anos as preferências clubísticas, os regionalismos e a concorrência contribuíram para o aparecimento de "novos" martelos – com outras cores, com outros tamanhos e com outras formas.


O relançamento comemorativo do primeiro martelinho de S. João está integrado na programação da Festa de S. João que tem início a 30 de Maio, com a segunda edição do festival Optimus Primavera Sound, e que terminará a 30 de Junho, com a realização do Circuito da Boavista. Durante o mês do Junho vão decorrer ainda a 10.ª edição do Serralves em Festa, de 7 a 9; o espectáculo de encerramento do FITEI – integrado no Ano do Brasil em Portugal -, com a peça Sua Incelença, Ricardo III, a 9 e 10, na Praça D. João I; e ainda a prova de atletismo Corrida de São João do Porto no dia 16, organizada em parceria com a Runporto.

sexta-feira, 14 de junho de 2013


BILHETE DA LOTARIA CLÁSSICA/2013 DEDICADO A SANTO ANTÓNIO


Já se encontra a venda por todo o país, a Lotaria Clássica cujo tema é dedicado a “SANTO ANTÓNIO”. O bilhete tem na sua configuração a ilustração de um conjunto de manjericos decorados, que são sempre uma das peças mais representativas dentro das tradições mais usadas durante as festas de St. António, padroeiro da cidade de Lisboa. Lançado pela Santa Casa da Misericórdia, o preço de custo de cada fração é de 10 euros e “vai andar a roda” no sorteio que será realizado no dia 17 de Junho de 2013. Novamente, é uma boa oportunidade para os colecionadores adquirirem estes tipos de peças dedicados as "Festas e aos Santos Populares”.

MARCHA DE ALFAMA COMEMORA VITÓRIA COM LÁGRIMAS
ALFAMA VENCEU E JÁ SOMA 17 TITULOS. ALUNA DE “MOURINHO DAS MARCHAS” GANHA AO MESTRE. RESULTADO SÓ FOI DIVULGADO DEPOIS DAS 6 HORAS DA MANHÃ DE ONTEM (DIA 13).


Passava um pouco das seis horas da manhã, quando Alfama recebeu a notícia e saboreou o 17º título das Marchas de Lisboa aos gritos de "Campeões, campeões" e com muitas lágrimas. "Chorei de alegria, oxalá continue assim", disse Mário Rocha, uma das almas da marcha.
                                                               Marchantes e moradores do bairro de Alfama em festa

As lágrimas têm uma razão, pois no pavilhão faltou o fato da madrinha, a fadista Raquel Tavares."Chorámos. A ensaiadora e a comissão tinham feito tudo, agora dependia de nós. Unimo--nos ainda mais e entrámos com muita garra" relatou a marchante Carina Rocha. Na avenida, houve a garra habitual, madrinha e vestido: "Fomos nós que o fizemos" disse ainda Carina. "Esta vitória soube muito bem. O meu primeiro pensamento foi: ‘consegui! Tenho estado à prova’", diz a antiga marchante e agora ensaiadora Vanessa Rocha, que dedica a vitória ao povo de Alfama e ao pai, que morreu em 2006 na noite em que Vanessa desfilava.

                                                                                                                                                                                     Vanessa Rocha

Se Alfama grita de alegria, já , nos Olivais e Penha de França, as duas marchas que ficaram nos últimos lugares e vão a sorteio no próximo ano para participar) reina a tristeza. "Foi um murro no estômago", diz Paulo Lemos, da Penha de França. "É uma grande injustiça", desabafa Carlos Santos, dos Olivais.

AS CINCO PRIMEIRAS CLASSIFICADAS

 MARCHA DE ALFAMA - 1º LUGAR (CAMPEÃ/2013)

 MARCHA DO ALTO DO PINA - 2º LUGAR

 MARCHA DA BICA - 3º LUGAR

 MARCHA DE MARVILA - 4º LUGAR

MARCHA DO BAIRRO ALTO - 5º LUGAR

quinta-feira, 13 de junho de 2013



FESTAS DE LISBOA/2013
LISBOA VOLTOU A SER ALDEIA COM A PROCISSÃO DE SANTO ANTÓNIO NAS RUAS


Milhares de pessoas participaram esta quinta-feira à tarde, em Lisboa, na procissão de Santo António que percorreu diversas ruas levando a imagem do santo mais popular da cidade a zona histórica da capital.